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    Como a InterPlayers incluiu em seu portfólio os serviços especializados ao paciente

    Saiba como nasceu e evoluiu uma solução que surgiu para proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes, mesclando toque humanizado e tecnologia de ponta.
    Cláudia de Castro Lima | 18 fev 2021

    Quase na virada para o ano 2000, na fila para o transplante, dez pacientes que só se alimentavam por meio da nutrição parenteral – método de administração de nutrientes feito diretamente na veia quando não é possível obtê-los com a alimentação normal – encontravam-se internados no Hospital das Clínicas. 

    Por não terem condições de ter aquele tratamento em casa, as pessoas esperavam pela cirurgia sem saber ao certo quanto tempo ficariam no hospital paulistano.

    Cirurgias para retirada de tumores, tratamentos como quimioterapia, anormalidades anatômicas e infecções, entre outros fatores, podem restringir – e muito – a qualidade de vida do indivíduo. Eles podem provocar deficiência na absorção dos nutrientes da alimentação, fazendo com que o paciente, em casos mais graves, precise de um transplante.

    Para dar mais qualidade de vida àqueles pacientes, a Baxter, uma importante indústria farmacêutica, e o HC procuraram a Vitale. Juntos, criaram um programa que possibilitava que as pessoas esperassem pelo transplante em casa, com muito mais conforto. 

    O modelo da solução começava no próprio hospital, onde um grupo de profissionais da saúde capacitava o paciente e seu cuidador para um processo de desospitalização. Em seguida, o grupo o acompanhava até sua casa e seguia com visitas semanais até a conclusão clínica. Tudo isso, não esqueçamos, pouco antes do ano 2000.

    QUALIDADE DE VIDA, A RAZÃO DE SER DE UMA EMPRESA

    A Vitale nasceu em 1999 oferecendo soluções de, como se chama no meio, PSP – ou programas de suporte ao paciente. O objetivo desses programas é conscientizar e apoiar o paciente para que ele possa gerenciar melhor suas condições de saúde, oferecendo tratamento adequado de doenças raras ou crônicas. Dessa forma, ele melhora sua qualidade de vida e traz mais satisfação para médicos, cuidadores e familiares.

    Esses programas são promovidos pela indústria farmacêutica, planos de saúde e governo e são totalmente customizados, de acordo com as características de cada tratamento e dos produtos prescritos.

    Criada por Patrícia Gentile, psicóloga com especialização em saúde e hospitalar, a Vitale se reestruturou em 2014 com a entrada de Edson Guimarães na sociedade. Com sua expertise no mercado, ele chegou para consolidar os conhecimentos médicos de Patrícia e com os seus de gestão de grandes call centers de massa.

    “Desde aquela época e até hoje, a indústria quer cada vez cuidar melhor dos seus pacientes”, diz Edson. “Esse cuidado inicia com a criação de drogas cada vez mais eficientes – mas não termina aí. O tratamento adequado é fundamental para a obtenção dos resultados.”

    Segundo ele, é cada vez mais frequente o tratamento de pacientes em suas próprias residências. “Com isso, os cuidados precisam ser mantidos”, afirma.

    Havia, ainda, uma outra oportunidade para a Vitale. Mais indústrias desejavam adotar esse modelo e não tinham, para fazer a gestão dos programas, equipes de CRM – sigla para customer relationship management, ou gerenciamento do relacionamento com o cliente. 

    O cuidado ao paciente pode demandar apoio médico, farmacêutico, de enfermagem, nutricionista e psicológico, entre outros. E tudo isso precisa ser alocado sempre em sintonia com os requerimentos de cada programa.

    A Vitale surgiu justamente para oferecer esse diferencial de apoio ao paciente – e implementou diversos programas com grande sucesso.

    OLHO NO PACIENTE PARA EVITAR A RUPTURA DO TRATAMENTO

    Em sua maioria, os PSPs envolvem medicamentos e tratamento de alta complexidade e alto custo, que demandam conhecimentos e cuidados especiais para que surtam os resultados esperados. Quando essas especificidades não são atendidas, eles podem ficar comprometidos. 

    “Nossos programas têm como objetivo deixar a jornada do paciente mais estruturada, para que ele tenha o número menor de barreiras possível”, afirma Edson.

    “Mesmo porque ele já tem um grande desafio: estar em tratamento médico de longo prazo.”

    Bons programas juntam o melhor dos mundos: ao mesmo tempo em que têm o toque humano, que faz o paciente se sentir levado pelas mãos, conta também com o fator tecnológico, que é vital para a maior efetividade de todo o processo.

    NOTORIEDADE NO MERCADO ATRAIU RADAR DA INTERPLAYERS

    A Vitale foi ganhando notoriedade no mercado como uma companhia que trabalhava seus projetos de forma muito particular e eficiente, atendendo a todo o padrão de compliance de que o mercado necessitava.

    Um dos clientes da empresa era a SevenPDV, que oferecia programas de fidelização para o setor de saúde. “A Seven era uma empresa muito próxima da gente”, diz o executivo. 

    “Fazíamos o atendimento de alguns dos programas de desconto que estavam instituídos na época, além do suporte à rede credenciada de farmácias que ela operacionalizava para a indústria.”

    Quando a InterPlayers incorporou a SevenPDV, em 2015, também se aproximou da Vitale. “Essa aproximação foi muito natural”, conta Edson. 

    “E a química entre as empresas bateu logo de cara. Tanto a Vitale quanto a InterPlayers tratam de forma especial todos os projetos, independentemente de tamanho. E tratam todos os pacientes como únicos.”

    A sinergia das operações, principalmente no que se referia ao potencial de inovação das soluções para o mercado farmacêutico, foi essencial para que Arnaldo Sá Filho, presidente do grupo InterPlayers, e seu sócio Fernando Cascardo fizessem uma proposta de compra da Vitale.

    “Manter um negócio para ajudar as pessoas só é possível se esse negócio for sustentável e escalável”, acredita. 

    Três fatores influenciaram no fechamento do negócio. “O primeiro deles era o propósito da Interplayers, um propósito extremamente valioso, que encanta. Ouvir o Arnaldo contar sobre isso multiplica seu efeito”, afirma. “Na hora pensei: quero fazer parte disso.”

    O segundo era a transformação pela qual o mercado vinha passando. 

    “Estavam surgindo concorrentes da Vitale que passavam passando por aquisições ou aportes financeiros e se fortaleciam em tecnologia e infraestrutura.” Os principais concorrentes estavam, portanto, sendo incorporados a alguns grupos ou recebendo aporte financeiro.

    E o último, mas não menos importante, é o intraempreendedorismo. “A possibilidade de aplicar ideias inovadoras em uma organização consolidada ao invés de fazer isto no meu próprio negócio é uma proposta encantadora”. 

    A venda foi anunciada em 2017. E Edson permaneceu na InterPlayers. “Inicialmente o compromisso era eu me dedicar à integração da Vitale ao grupo. Em seguida, me incorporei ao time comercial da InterPlayers para trabalhar com 100% do portfólio do hub de negócios da saúde e bem-estar, ao qual foram incluídos os produtos vindos da Vitale”, diz ele.

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