• IA aplicada em exames, one-stop-shops e outras: report da ACE Cortex aponta as seis principais tendências para o setor de saúde

    O GrowthReport Inovação em Saúde, elaborado pelo time da ACE Cortex e disponível a partir de hoje gratuitamente, traz ainda números do setor e algumas das healthtechs mais promissoras, entre outras informações estratégicas
    Cláudia de Castro Lima | 18 mar 2021

    Até o fim dos anos 1920, se você tivesse um carro e precisasse, por exemplo, comprar uma peça qualquer e trocá-la, tinha que se dirigir a duas oficinas diferentes. Isso porque, naquela época, as autopeças apenas vendiam produtos enquanto as oficinas de reparação só faziam o conserto.

    Até que, segundo consta, o dono da Lincoln Star, uma oficina que funcionava na capital do estado norte-americano de Nebraska, resolveu oferecer todos os serviços relacionados a automóveis em um só lugar. Sua “one-stop-shop”, ou loja de parada única, tinha um bom slogan: “Faça tudo em um só lugar. Economize seu tempo. Poupe seu dinheiro”.

    O conceito de one-stop-shop virou um tremendo sucesso – que, recentemente, extrapolou os limites do físico e foi parar no universo digital. 

    Hoje, marketplaces nesse modelo são uma das seis tendências que o report Inovação em Saúde, elaborado pela consultoria de inovação corporativa ACE Cortex, aponta para o setor – e que você pode obter, gratuitamente, clicando aqui.

    Segundo o estudo, além do interesse em parcerias e investimento em healthtechs promissoras, marcas próximas ao ecossistema estão começando a criar abordagens próprias, que oferecem soluções para toda a cadeia de saúde.

    É o caso, afirma o report, do Saúde iD, criado pelo grupo Fleury. Mirando empresas, operadoras de saúde e pacientes, a solução permite que, por meio de uma só plataforma, o paciente agende consultas, acesse exames, gerencie doenças crônicas e consulte seu histórico médico. 

    O Saúde iD planeja ainda uma integração com farmácias para que os clientes possam assinar remédios de uso constante ou kits de alimentação saudáveis.

    Neste cenário, diversos elos da cadeia são beneficiados, como o varejo, o atendimento médico e o próprio paciente, que detém o controle de seus dados e é incentivado a adotar uma postura preventiva.

    AS DORES E AS OPORTUNIDADES 

    Mas esta é apenas uma das informações que o documento traz. O Inovação em Saúde foi elaborado, segundo conta Luís Gustavo Lima, o CEO da ACE Cortex a quem todos chamam de LG, após a percepção da empresa acerca das promissoras possibilidades do setor. 

    “Decidimos estudar o setor da saúde porque, baseado no nosso propósito de transformar o Brasil por meio da inovação, acreditamos que é o setor com uma das maiores  – senão a maior – oportunidades de disrupção por meio de tecnologia e novos modelos de negócios”, afirma ele. 

    “Mas, acima de tudo, inovar na saúde é impactar a vida de milhões de pessoas, proporcionar mais qualidade de vida para famílias de todas as classes sociais e, como a penicilina, descoberta em 1928, gerar valor e ser útil para a sociedade por dezenas e até centenas de anos.”

    LG afirma que o timing para se elaborar um report do tipo era mais que perfeito. “É muito provável que nunca tenhamos falado tanto sobre saúde como nos últimos meses”, diz ele. 

    “A crise do coronavírus foi um grande alerta global para o tema, tanto do ponto de vista de saúde pública, quanto do despreparo da sociedade para enfrentar uma crise tão grande como essa, da aceleração da adoção de novas tecnologias – como a telemedicina –, da inovação trazida pelas startups healthtechs e do cuidado com o corpo e da mente, entre outros tantos.”

    Baixe aqui o report Inovação em Saúde gratuitamente!

    O Inovação em Saúde conta também com informações como panorama do segmento, com dados de gastos, crescimento e investimentos, as principais dores do setor – como a insatisfação do brasileiro com os planos de saúde tradicionais –, de que forma a pandemia alterou o cenário de inovação.

    A REVOLUÇÃO DAS HEALTHTECHS

    Inovação em Saúde revela ainda as oito healthtechs que a ACE considera como algumas das mais promissoras do país e como elas estão revolucionando o setor. 

    “Observamos um movimento conhecido como unbundling, que é um termo em inglês para desagregação ou dissociação”, explica LG. 

    “No ambiente de negócios, é um movimento de transformação de mercados que acontece por meio do desmembramento de grandes conglomerados, com ofertas específicas e mais eficientes. É aqui que as healthtechs estão atacando – e se destacando.”

    Entre as promessas, LG destaca, por exemplo, Sami (que “tem como objetivo melhorar o atendimento de planos de saúde”), RadarFit (“que chamam de ‘o único game fitness do mundo’”) e Zenklub (cuja “proposta é encontrar um psicólogo online e cuidar da saúde emocional sem sair de casa”). Todas elas já foram objeto de reportagem de Future Health, plataforma que é apoiadora do report da ACE.

    O QUE VEM PELA FRENTE?

    O CEO da ACE é bem pragmático ao responder a esse questionamento. “O setor de saúde ainda é bastante atrasado, com diversas reservas de mercado, lideranças antigas e com lentidão para adotar novas tecnologias”, diz ele. 

    “Sabendo de tudo isso, as big techs como Amazon, Google, Apple e Facebook vislumbram muitas oportunidades.”

    LG lembra que, em parceria com a startup Crossover Health, a Amazon está abrindo clínicas de cuidados primários para os funcionários da empresa em algumas cidades dos EUA, além da Amazon Care, serviço que permite aos usuários consulta médica online, receitas de medicamentos e até atendimento domiciliar.

    Ele também aponta o papel importante da Inteligência Artificial no surgimento de novas tecnologias.

    “Há muito a se desenvolver com IA com impacto direto na evolução da biologia sintética, genética e imagens médicas, para prever a propagação de doenças, melhorar os resultados de saúde dos pacientes e muitas outras aplicações.”

    Para o CEO, está claro que é praticamente impossível inovar e transformar todo um setor de forma isolada.

    “Por isso veremos com muita intensidade a atuação conjunta entre profissionais e executivos das empresas, empreendedores das startups e os novos modelos de consultorias de inovação, que têm como diferenciais o foco na execução, experiência prática de negócios e, principalmente, compromisso com o resultados reais – ou seja, com a transformação.”

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