O diabetes é causado pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Antes da doença se instalar, há a condição de pré-diabetes.
Dados do Atlas Global de Diabetes 2025, do International Diabetes Federation (IDF), indicam que cerca de 17 milhões de brasileiros são pré-diabéticos, com chance aumentada (em 50%) de desenvolver a doença no futuro.
Além disso, cerca de 6 milhões sequer sabem que têm a doença, que pode ser inicialmente assintomática, conforme dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
Essa condição, contudo, pode ser revertida a partir de um estilo de vida saudável, especialmente quando identificada precocemente. Alimentação balanceada e prática regular de atividades físicas, em muitos casos, normalizam a glicose.
Estudos mostram que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de evolução em até 58%, segundo o Diabetes Prevention Program (DPP), conduzido pelo National Institutes of Health (NIH) dos EUA.
É bom lembrar que o pré-diabetes pode atingir pessoas de todas as idades, incluindo adultos, idosos e, também, jovens e adolescentes. Observa-se, inclusive, um aumento global de casos, principalmente associado ao sedentarismo, à alimentação inadequada e ao crescimento das taxas de obesidade. Diante desse cenário, o pré-diabetes é considerado um importante problema de saúde pública mundial.
A atenção aos sintomas ajuda na identificação do quadro. Conforme os Manuais de Semiótica Médica e o Mecanismo de Diagnóstico da American Diabetes Association (ADA), os principais são:
Se não tratado, o pré-diabetes pode evoluir para o diabetes tipo 2, o mais comum na população adulta e idosa. O diagnóstico de pré-diabetes se confirma ao detectar uma hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue).
A combinação de dieta + exercício + perda de peso é a abordagem mais eficaz para prevenir a progressão para o diabetes tipo 2 e reduzir os riscos das complicações em órgãos como coração, rins e fígado. O comportamento indicado tem como base os seguintes pilares, segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD):
O tempo necessário para controlar o pré-diabetes varia de pessoa para pessoa e, para normalizar os níveis de glicose, devemos considerar fatores que influenciam diretamente nos resultados, como adesão às mudanças, peso inicial e idade e genética.
Entre os que aderem ao estilo de vida saudável, é possível observar melhora relativamente rápida:
Dra. Monique Alves é gerente médica do programa Juntos pela Saúde, da Bradesco Saúde.
