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O papel da comunidade médica integrada na melhora da saúde mental: contribuições de uma abordagem multidisciplinar

Evento sobre saúde mental da Viatris ocorrerá no dia 25 de junho. Inscrições abertas!
Marcela Marcos | 14 jun 2022

Durante a pandemia de Covid-19 ainda em curso, 4 em cada 10 dez brasileiros[1] apresentaram sintomas de depressão e ansiedade, segundo pesquisa do Datafolha sobre saúde mental. Mesmo antes da crise sanitária causada pela disseminação do coronavírus, o Brasil já era considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o país mais ansioso do mundo e o que mais concentrava casos de depressão na América Latina, com quase 19 milhões de pessoas diagnosticadas com transtorno de ansiedade[2].

A situação tem se agravado, demandando por mais conscientização dos médicos de diferentes especialidades sobre saúde integral. É com este objetivo que a Viatris (empresa farmacêutica presente em mais de 165 países e territórios) vai promover uma conferência que reunirá um painel de especialistas reconhecidos local e globalmente: o CNS Connection Congress, no próximo dia 25 de junho, a partir das 10h.

A iniciativa servirá não apenas para discutir questões atuais, mas também para elaborar soluções para tratar os transtornos de saúde mental.

O evento será híbrido – de forma presencial, no Auditório do Tivoli Hotel em São Paulo e com transmissão online – como parte da série educativa BEmindXPERT.

A série servirá como uma plataforma para conectar a comunidade médica, interessada na troca de experiências, e os 50 congressistas médicos, que são os principais especialistas do tema no mundo. Clique aqui para fazer a inscrição.

Tendo em vista a reposta inflamatória observada em diversos casos de Covid-19, temos observado importantes impactos sistêmicos também em outras doenças de base inflamatória mostrando como a infecção se conecta com várias outras enfermidades. Neste contexto, a saúde mental também é afetada, fortalecendo a conexão com diferentes especialidades médicas. Marco Antonio Silva, gerente médico científico da Viatris explica.

“Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), houve aumento de 25%[3] no número de consultas ao psiquiatra no Brasil durante a pandemia. Em paralelo a isso, não temos psiquiatras suficiente em todas ás áreas do país. A pandemia ressaltou a necessidade de se ter outras especialidades sabendo lidar com depressão, ansiedade e outros transtornos mentais em estágios iniciais ou moderados. O evento foi pensado não só a partir dos pacientes, mas também considerando a saúde mental dos profissionais do setor.”

As consultas ficaram mais demoradas: é preciso mudar a abordagem ao paciente

Além de psiquiatras, que lidam de maneira mais direta com questões psicológicas, os clínicos gerais, neurologistas, ginecologistas e cardiologistas estão convidados a participar do CNS Connection Congress.

As palestras discutirão temas como a relação entre as doenças cardiovasculares e a saúde mental, a importância do tratamento otimizado na melhora do humor e dos transtornos psiquiátricos e farão uma reflexão sobre papel dos pacientes na aderência aos tratamentos propostos.

“Como empresa, começamos a receber relatos dos próprios colegas médicos de que precisariam receber não só informação, mas também formação para lidar com pessoas com queixas variadas, como hipertensão, alteração do colesterol, piora do padrão de controle pelo diabetes, por exemplo. Os profissionais começaram a receber uma avalanche de queixas do tipo, junto com aquelas relacionadas diretamente à saúde mental”, afirma Elizabeth.

Os professores Cristoph Correll, da Charité – Universitätsmedizin Berlin (à esquerda) e Michael Thase, do Philadelphia Veterans Affairs Medical Center estão entre os convidados internacionais do CNS Connection Congress.
Os professores Cristoph Correll, da Charité – Universitätsmedizin Berlin (à esquerda) e Michael Thase, do Philadelphia Veterans Affairs Medical Center estão entre os convidados internacionais do CNS Connection Congress.

“No primeiro momento, tivemos as consultas eletivas suspensas, então, grande parte da população descontinuou seus tratamentos e, agora, está retomando, o que traz desafios. As consultas que normalmente tinham foco em dor, sinais e sintomas passaram a demorar mais, porque agora trazem queixas em que fica difícil ter objetividade”, complementa Marco.

Pensando na necessidade de um acolhimento maior por parte da comunidade médica, que tem o desafio de se tornar mais inclusiva e assertiva ao conduzir os diagnósticos e tratamentos, a conferência trará a perspectiva dos pacientes a partir da ABRATA (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos).

Aprendizados e o que ainda falta descobrir sobre primeira pandemia com acesso maciço à informação

Na avaliação do gerente e da diretora médica da Viatris, embora ainda estejamos em pandemia – e, portanto, ainda não se tenha um cenário claro sobre as sequelas da Covid-19 –, o compartilhamento de experiências é crucial neste momento. “Um encontro como este não ocorre simplesmente para fornecer, mas para trocar informações e dar ideias de onde busca-las para lidar tanto com a doença quanto com seus impactos indiretos”, destaca Elizabeth Bilevicius. Marco observa:

Esta é a primeira pandemia dentro de uma era moderna com acesso à internet. A literatura que se tinha até então era de outras pandemias que ocorreram quando não estávamos conectados.  Hoje, o que temos são retratos de momento, mas vamos precisar de um tempo para juntar esses retratos e construir um filme

Entre os convidados internacionais do CNS Connection Congress estão os professores Cristoph Correll (diretor do Departamento de Psiquiatria Infantil e Adolescente, Medicina Psicossomática e Psicoterapia da Charité – Universitätsmedizin Berlin) e Michael Thase (do Departamento de Psiquiatria Transtornos do Humor e Ansiedade Programa de Tratamento e Pesquisa do Philadelphia Veterans Affairs Medical Center). O evento terá mais de sete horas de duração. Clique aqui para se inscrever.


Referências

[1] O ESTADO DE SÃO PAULO: “Brasil é o país mais depressivo da América Latina, diz OMS”. Acesso em março de 2022.

[2] Pesquisa Datafolha Bem me Quer, Bem me Quero. Acesso em março de 2022.

[3] Pesquisa ABP. Atendimentos psiquiátricos no Brasil sofrem impacto da pandemia de Covid-19. Acesso em junho de 2022.