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Com medicamento inovador que combate elevação do colesterol, Aché aposta em tratamento oral para prevenção de doenças cardiovasculares

O cardiologista Antonio Carlos Amedeo Vattimo, gerente médico do Aché
Cláudia de Castro Lima | 16 jun 2021

Cerca de 1100 mortes por dia ou 46 por hora, o que equivale a uma pessoa perdendo a vida a cada 90 segundos – ou cinco mortos até você terminar de ler este texto. Os números assustadores da Sociedade Brasileira de Cardiologia se referem aos óbitos provocados por doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo e no Brasil.  

“Comparadas a outras causas, as doenças cardiovasculares provocam o dobro de mortes devidas a todos os tipos de câncer juntos, 2,3 vezes mais do que as causas externas – incluindo acidentes e violência – e 3 vezes mais do que as doenças respiratórias”, afirma o cardiologista Antonio Carlos Amedeo Vattimo, gerente médico do Aché.

Um dos fatores de risco para a ocorrência de doenças cardiovasculares, segundo o especialista, é a hipercolesterolemia – ou os altos níveis de colesterol no sangue. Por isso, é celebrada com alegria a chegada ao  mercado brasileiro de Trezete®, do Aché.

O Aché Laboratórios Farmacêuticos foi a primeira empresa a receber a aprovação para a comercialização dessa combinação fixa de rosuvastatina cálcica e ezetimiba. 

“A combinação de alta potência para reduzir os níveis de colesterol impacta diretamente na prevenção do risco de doenças ateroscleróticas e, consequentemente, na redução da morbidade e mortalidade causada pelas doenças cardiovasculares”, explica o dr. Antonio Carlos.

MEDICAMENTO É FEITO COM UMA INOVAÇÃO EXCLUSIVA

Trezete® é resultado de um processo de inovação incremental exclusiva do Aché, através da aplicação de uma tecnologia conhecida por SMC, sigla para Smart Modulated Combination. 

A partir dela, os pesquisadores conseguiram combinar dois ativos farmacêuticos em um único comprimido, garantindo a proteção deles contra reações químicas – e, assim, alcançando atributos de qualidade necessários em medicamentos, como estabilidade e performance de dissolução in vitro. 

“A combinação de rosuvastatina cálcica e ezetimiba associa uma alta potência de redução dos níveis de colesterol total e de LDL-colesterol – o principal responsável pela formação das placas ateroscleróticas na circulação – com excelente tolerabilidade e facilidade posológica”, afirma o gerente médico do laboratório.

Segundo o especialista, os principais estudos clínicos realizados com essa combinação mostram que sua eficácia é superior às obtidas com outras combinações de estatinas e ezetimiba.

Os resultados apontaram que, após 9 semanas de tratamento, as reduções médias de LDL-C foram superiores a 50%. 

“A terapia proporciona níveis de redução de LDL-C que, dependendo da dose utilizada, podem chegar a 63% em relação aos valores iniciais – o que é um resultado fantástico”, diz. 

A rosuvastatina inibe uma enzima que tem importante papel na síntese do colesterol pelo organismo, chamada HMG-CoA redutase. Seu uso contínuo, assim, reduz o nível de lipídios (as substâncias gordurosas) no sangue, especialmente o colesterol e os triglicérides. Já a ezetimiba age de forma complementar, reduzindo a absorção do colesterol no intestino delgado. 

Os dados de eficácia revelam que é possível atingir, com o Trezete®, as metas lipídicas preconizadas para o tratamento na grande maioria dos pacientes. “O que é um  avanço extremamente importante”, ressalta o dr. Antonio Carlos.

A IMPORTÂNCIA DE UM ESTUDO 100% MADE IN BRAZIL

Os estudos duraram 24 meses e foram feitos em diversos centros de pesquisa brasileiros. “Este é um aspecto extremamente importante”, afirma o cardiologista. 

“As características genéticas e os hábitos sociais e alimentares das  diferentes populações influenciam diretamente tanto a prevalência das dislipidemias [níveis elevados de gorduras no sangue] como a resposta ao tratamento”, explica. 

Um estudo que tenha avaliado a eficácia e a segurança clínica de um novo medicamento na população brasileira é, portanto, de fundamental importância para respaldar seu uso pela classe médica. 

“O estudo clínico que avaliou a combinação de Trezete® foi concebido e conduzido inteiramente no Brasil, com população de diversas regiões do país e em sete centros de pesquisa brasileiros.”

Foram triados 637 pacientes no total, dos quais 129 foram incluídos no estudo comparativo com outra combinação medicamentosa: de sinvastatina e ezetimiba. Os pacientes foram seguidos por um período de 15 semanas.

“Os resultados foram significativamente superiores em relação à combinação sinvastatina e ezetimiba, tanto na redução dos níveis de LDL-C como na obtenção de metas lipídicas para a combinação rosuvastina e ezetimiba”, afirma o gerente médico do Aché

Ele acrescenta que é importante salientar que a tolerabilidade e a segurança do medicamento também se mostraram “excelentes, com baixo índice de efeitos adversos observados”.

BRASIL: HIPERCOLESTEROLEMIA É UM GRAVE PROBLEMA

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia com 850 pessoas de todo o país revelou que os níveis de colesterol elevado atingem aproximadamente 60 milhões de brasileiros. Ou seja: 4 a cada 10 pessoas. 

Pior: cerca de 11% das pessoas nem sabem disso, porque nunca fizeram um exame de colesterol. 

Segundo dados do Vigitel, o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde, no conjunto da população adulta estudada, um terço (32%) das pessoas declarou ter o hábito de consumir carnes com excesso de gordura. 

“Embora não tenhamos um número exato relativo à prevalência de dislipidemias no Brasil, dados desta mesma pesquisa indicaram que este diagnóstico era referido por até 25% dos adultos em determinadas regiões”, afirma o gerente médico do Aché. 

Outros dados, agora do Sistema Único de Saúde, apontam que no Brasil, em 2012, ocorreram 1.137.024 internações por doença cardiovascular. “Isso mostra o forte impacto dessas doenças na saúde pública”, diz.

Hoje, a combinação de rosuvastatina e ezetimiba representa a opção terapêutica oral mais potente disponível para o controle dos níveis de LDL-Colesterol e para a obtenção dos alvos terapêuticos necessários para cada perfil populacional. 

“A opção disponível para alguns casos selecionados e que não atingem os resultados esperados com a terapia oral é a utilização de anticorpos monoclonais injetáveis de alto custo”, explica o médico. 

“Esse tipo de tratamento também é de alta potência, mas só é utilizado em casos específicos e quando não há resposta ou há intolerância ao uso de estatinas.”

Para ele, o maior benefício de Trezete® é a possibilidade de a população ter à disposição uma medicação oral, de baixo custo e altamente eficaz para o controle lipídico. 

“O controle adequado dos níveis de colesterol é fartamente respaldado por evidências científicas como uma das estratégias eficazes para a redução do risco cardiovascular, seja para pacientes em prevenção primária ou secundária”, afirma Antonio Carlos. 

“Podemos considerar, sem nenhuma dúvida, que a chegada de Trezete® representa um marco no avanço da prevenção e controle das doenças cardiovasculares.”


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