Por que a insurtech Ciclic passou a permitir cães e gatos como dependentes em seus planos de saúde?

Empresa que tem como acionistas BB Seguros e Principal Financial Group já vê crescimento de 300% ao mês em adesões ao plano para pets, segundo o CEO Raphael Swierczynski
Felipe Van Deursen | 17 maio 2021

Somente os americanos e os chineses gastam mais do que os brasileiros com animais de estimação. Em 2018, ano do último recenseamento do tipo, eram 139,3 milhões de bichos vivendo em lares do Brasil. Em 2020, o setor faturou quase R$ 40,1 bilhões, um aumento de 13,5% em relação ao ano anterior, segundo uma projeção do Instituto Pet Brasil. 

O mercado cresce à velocidade de um greyhound de respeito – o que foi impulsionado, no último ano, pela pandemia e a consequente popularização do home office. 

Donos, pais ou tutores, não importa o termo. Quem vive com cães e gatos passou a conviver mais e a investir mais em ração, higiene, saúde, entretenimento, mimos etc.

São roupas para datas festivas, vinhos, florais de Bach, cervejas, hidratantes, bolo de aniversário, biscoito de maconha… A humanização dos pets parece não ter limites.

O trabalho do veterinário, é claro e mais que justo, também está nessa onda. Se antigamente era comum levar o cachorro ou o gato ao consultório só em caso de urgência, há alguns anos é possível incluir os bichos em planos de saúde. 

Desde janeiro, a Ciclic, plataforma digital de seguros, oferece um serviço de proteção a pets. Clientes do plano plus do Saúde Protegida da Ciclic podem adicionar dependentes de quatro patas – desde que sejam cães ou gatos. 

“Eles podem ser incluídos como dependentes da mesma forma que é possível adicionar cônjuges ou filhos”, diz Raphael Swierczynski, CEO da empresa. 

Sem burocracias, é possível adicionar o bichinho como dependente por meio do site ou do aplicativo. A partir do terceiro dependente, seja ele humano ou animal, paga-se R$ 10 a mais por cada um. 

COMO O PLANO PET FUNCIONA

Não importam idade nem raça, você pode cadastrar um chihuahua de 19 anos ou um filhote de maine coon (raça de gato que pode passar de 8 quilos). O valor é sempre o mesmo.

O serviço oferece algumas mordomias e cuidados, como aplicação de vacinas em casa, envio de ração, transporte veterinário de urgência, suporte orientativo por telefone, serviço funerário e uma consulta veterinária por ano (se o cliente quiser mais, pode agendar pela central da Ciclic, que tem uma rede credenciada). 

A ideia é adicionar novos benefícios ao longo do ano e nos próximos, como serviços de alimentação saudável e adestramento. Hoje, dos 12 serviços do Saúde Protegida para Pets, sete podem ser ativados sem limites.

“Atualmente, em 30% dos novos planos comprados na Ciclic, o cliente inclui pelo menos um pet como dependente”, diz Raphael, que acredita que o número pode crescer mais. “Temos acompanhado um crescimento de aproximadamente 300% ao mês.” 

FILHOS PELUDOS

A Ciclic surgiu no fim de 2017 com o propósito de “desburocratizar o ramo de investimentos financeiros e de produtos de proteção”, nas palavras do CEO. São dois acionistas de peso, BB Seguros e o americano Principal Financial Group. 

Totalmente digital, ela oferece diversos tipos de seguros, para residências ou telefones celulares e outros aparelhos.

Em 2020, lançou o Saúde Protegida, que conta com consultas ilimitadas com clínicos gerais e pediatras, descontos em medicamentos e preços especiais em mais de 3,5 mil clínicas e laboratórios.

O serviço para animais de estimação surgiu na sequência, como um benefício do plano plus, o mais caro do Saúde Protegida (R$ 49,90 mensais). A ideia, diz Raphael, é justamente considerar que os animais são “filhos de quatro patas”.

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